Rua Cristiane
RUA CRISTIANE
O nome da rua foi em homenagem a sobrinha do terceiro morador da Rua. Na época de colocar o nome da rua, houve uma polémica, pois a criança Cristiane não morava na rua e nem no bairro, veio morar bem depois, após colocar o nome. Como havia poucos moradores, os vizinhos para não ter atrito uns com os outros aceitaram, porém, inconformados. Tem tradição junina, novena de Santo Antônia, carurus de promessas, presenças de católicos e evangélicos. Os moradores não evangélicos ascendem fogueiras e compartilham comidas juninas. Nesta rua morou uma das primeiras professoras do bairro Tia Felícia, professora amiga, respeita e conhecida da comunidade, tem uma história ligada a militância de melhorias pelo bairro, principalmente na área da educação. Fundou nesta rua a primeira escola de alfabetização e posteriormente Ensino Fundamental I, que fundou uma escola primaria com seu nome e fez parceria com a prefeitura municipal de Salvador, no qual crianças que não poderia pagar a mensalidade recebiam bolsa. Quando se aposentou fechou a escola, onde sua sobrinha de crisma conhecida como Tita dá aula de alfabetização. Os alunos da escola de Tia Felícia, após finalizar os estudos eram matriculados no Colégio Helena Magalhaes. Eram excelentes alunos, dominavam a escrita, interpretação de textos portugueses e conhecimentos de matemática, o que facilitava o ensino aprendizagem destes alunos. Geralmente os gestores do CEHMA colocavam todos na mesma turma, a pedido dos pais. Tia Felícia também é famosa pelo seu caruru, devota de São Cosme e Damião. Atualmente, professora aposentada do município pela Escola Nossa Senhora da Conceição Santiago Imbassahy, escola localizada na Rua Direta do Tancredo, após a Curva da Morte. Tia Felícia, após se aposentar e com a pandemia foi morar no interior da Bahia, Oliveira dos Campinhos. Abaixo segue a imagem de Santo Antônio dada como pagamento de promessa pela saúde da sua comadre que estava desenganada pelos médicos. A comadre saiu do coma e ainda viveu por muitos anos, com sua morte a sua filha Rosilene, cuidou da imagem e do santo, e ascende todas as terças feiras a vela para o Santo Católica Santo Antônio e faz suas orações de agradecimentos. Algumas casas desta rua foram vendidas ao Supermercado Forte par ampliação do estabelecimento comercial.